terça-feira, 27 de novembro de 2007

Aborto aborte essa idéia

Por: Marcelo Dornelas

Muitos depoimentos de mulheres que já abortaram são comoventes e dolorosos pelo abalo psicológico levara ao longo de sua vida. Para a estudante Carla Vitorio não foi diferente. Hoje com trinta anos relembra o dia de seu aborto, acontecido há dez anos, e não esquece a situação de dor (física e sobre tudo psicológica) que o ato do aborto lhe causou. E o pior castigo para o aborto é a lembrança, que Carla relata como morte da alma com muito medo em sua solidão.

No Brasil há uma estimativa de que por ano de são realizados 1 milhão abortos, causando de 180 a 360 mortes, responsável pela terceira causa morte de gestantes, segundo a ex-coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde Maria José Araújo. Em Relatório da Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF, na sigla em inglês) divulgada que se estima neste ano, no mundo, 19 milhões de abortos clandestinos, provocando a morte de 70 mil mulheres, além de deixar seqüelas em milhares de outras.

Existe, hoje, uma tentativa de se legalizar o aborto no Brasil, mas a Igreja Católica é a principal barreira para aprovação do projeto, visto que o Brasil tem aproximadamente 80% de que se declaram católicos, e entre aspas seguem a doutrina designada por ela. A força da Igreja ainda é muito influente nas decisões de nosso Congresso Nacional. Nas outras religiões encontramos uma divisão em prós e contras ao aborto, dependendo da situação e da doutrina. Os católicos são extremante contra, ou melhor, a cúpula da Igreja, que governa o Estado do Vaticano, e que decide as normas e doutrina.

O aborto pode ser visto de diversas maneiras: a primeira como problema de saúde pública, pois oneram os cofres com as despesas decorrentes. Ou como um problema social, pois a classe média tem condição de pagar um médico e equipamentos para fazer tal ato, e também os psicólogos. Enquanto a classe pobre morre em açougues clandestinos e quando sobrevivem ficam estigmatizadas para sempre. Pode ser um problema religioso, quando a Igreja prega contra a camisinha que além de evitar a gravidez, também, evita as doenças sexualmente transmitidas.

A verdade que o aborto é acima de tudo um problema da humanidade. Quantas pessoas ainda devem morrer (mães e crianças) para que realmente se pense realmente no ser humano. Uma tentativa que vem melhorando as perspectivas de diminuição de abortos é a educação, através de um bom planejamento familiar. Onde a mulher realmente encontre mecanismos que lhe ajude a conhecer seu corpo e maneiras de evitar uma gravidez indesejada. Mas ainda é um esforço muito pequeno para acabar com esse mal que assola não só o Brasil, mas sim o Planeta.

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